terça-feira, 22 de novembro de 2011

TUDO SOBRE CHAVES: DONA FLORINDA / PÓPIS


E quem nunca ficou com raiva da megera número um dos seriados televisivos, hum?
Antipática, grosseira, convencida e arrogante, Dona Florinda é, com certeza, uma referência muito comum quando se fala de personagens-tipo em comédias de costume, como é o seriado Chaves.
Simpática ou não (e há quem afirme que, nos bastidores, a senhora Bolaños não é muito diferente da personagem que interpretou durante anos, na vila!), Dona Florinda, assim como seus colegas de elenco, é peça fundamental no cenário cômico criado por Chespirito, protagonizando muitos momentos hilários e nos fazendo rir de sua pretensa superioridade em relação aos demais, bem como de seu amor superprotetor em relação ao seu "tesouro", Quico.
Dando continuidade a nosso especial "Tudo sobre Chaves", falamos, hoje, da atriz que deu vida à mamãe do Quico e também à chatinha da menina Pópis: Florinda Meza.

No auge da sua beleza, na década de 70, quando gravava o seriado Chapolim.

Um pouco da atriz

Florinda Meza nasceu em 8 de fevereiro de 1948, em Juchipila, no México.
Quando pequena, seus pais se separaram e a deixaram aos cuidados dos avós, que logo falaceram, deixando Florinda e seus irmãos à deriva. Desta maneira, diante das primeiras dificuldades enfrentadas, seu caráter se fortaleceu e forjou sua personalidade firme, determinada e decidida.
Em sua juventude, sua vocação artística a levou a estudar arte dramática na ANDA (Asociación Nacional de Actores). Trabalhou como atriz de comerciais para televisão e teve diversos outros trabalhos, como o de secretária, para poder pagar por seus estudos.
Sua evidente capacidade a fez integrar a exitosa equipe de Roberto Gómez Bolaños no ano de 1969 e foi o próprio Chespirito quem a descobriu quando ela atuava em "sketches" de programas humorísticos da casa. Ele então a convitou para fazer parte do seu programa "Los super génios de la mesa cuadrada".
Desde então se converteu na estrela feminina da série "Chespirito", realizando diversas caracterizações como Dona Florinda, Chimoltrufia, Pópis, Rosa Rumorosa etc. Aí também começou a florecer seu talento literário, o qual se precebe em várias adaptações de feitas de antigos episódios de "Chespirito", em que formalmente assume o ofício de escritora/redatora.


Ao longo dos anos da relação profissional surge um laço amoroso entre Roberto Gómez Bolanõs e Florinda Meza, mas os dois só se casaram oficialmente em 2005, após mais de 30 anos juntos.
Uma curiosidade acerca do trabalho de Florinda é que, dado o enorme sucesso de sua personagem "Chimoltrufia", a atriz lançou sua própria revista semanal baseada nesse personagem, alcançando grande êxito editorial.
Hoje em dia ela vive no México, sempre ao lado do marido Bolaños, já muito idoso e vítima de algumas limitações devido a sucessivos problemas de saúde que o debilitaram muito.


Florinda Corcuera y Vidialpango (viúva de Frederico Matalazcayano)

Mais conhecida como Dona Florinda (no original Doña Florinda) é uma personagem da série Chaves interpretada por Florinda Meza. A personagem participou de todas as temporadas da série clássica, da série Chespirito e também da recente série animada.
Uma senhora rude e grossa, Dona Florinda mora na casa 14 da vila. Viúva de um marinheiro chamado Frederico, Florinda cria sozinha o mimado e invejoso filho Quico. Florinda detesta a vila onde mora e sonha em, um dia, deixar o miserável lugar para se mudar para um local de "mais categoria". Arrogante e presumida, Florinda gasta o pouco dinheiro que ganha da pensão do falecido marido comprando mimos para seu filho, a quem protege com unhas e dentes. Vê todos na vila como mulambentos e pobres, não se importanto em parecer simpática. Sempre mal-humorada, Florinda adora distribuir tapas e pancadas a quem ela considera o maior vagabundo e mais ordinário homem do mundo: o Seu Madruga.


Seu mau humor e aparência envelhecida lhe valem alguns engraçados apelidos entre os demais moradores da Vila como o de "velha coroca", "velha carcomida", "velha briguenta", "velha valentona", "cara de vela derretida", "monstro do espaço", entre outros.
Apesar de tantos defeitos, Dona Florinda é uma exímia cozinheira, e está sempre preparando deliciosos bolos e quitutes, especialmente para sua maior paixão: o vaidoso Professor Girafales. Os dois apaixonados ficam minutos congelados quando olham um ao outro. Florinda sempre lhe oferece uma xícara de café e, em troca, o Professor sempre lhe dá um buquê de flores.


O restaurante de Dona Florinda

No último ano da série clássica, Florinda, aconselhada por Girafales, comprou o botequim da esquina, transformando-o em um restaurante. Na verdade, o restaurante foi uma criação de Roberto Bolaños para dar um novo ar e uma nova função à personagem Dona Florinda: com a saída de Carlos Villagrán, o Quico, e de Ramón Valdéz, o Seu Madruga, Florinda corria o risco de ficar "apagada" no seriado, uma vez que sua ação estava essencialmente vinculada aos mimos do filho e a sua tumultuada relação de antipatia com o Seu Madruga.
O curioso é que, talvez mesmo "sem querer querendo", Dona Florinda acabou se tornando um pouco mais gentil nesta fase. Em seu restaurante, muitas vezes, a vemos de ânimo mais sereno e ligeiramente mais cordial com a "gentalha" da Vila.
Para compensar o menor destaque dado à Dona Florinda depois da saída de Quico, Bolaños aumentou a participação da esposa no núcleo infantil da série, colocando a Pópis como personagem fixo entre o Chaves, a Chiquinha e o Nhonho.


"Conta tudo pra sua mãe, Quico!"

A menina boba e fanha é a prima do Quico e muito parecida fisicamente com sua tia, Dona Florinda. Sempre com sua boneca Serafina, Pópis se esconde atrás do primo e não hesita em mandá-lo "contar tudo para sua mãe" quando alguém o aborrece ou machuca.
Depois de sua estreia na escolinha, Pópis começou a ser mais participativa com a saída da Chiquinha, se tornando uma "estepe". Nhonho, aparentemente, tem uma paixão não correspondida por Pópis.
Curioso é que Pópis não é fanha no México: ela o era no ínicio, em suas primeiras aparições, mas Chespirito recebeu uma carta do pai de um garotinho fanho que dizia que os colegas do menino tiravam sarro do seu problema na escola, por causa da personagem, e dizia ainda que, se aquilo continuasse, nunca mais ele iria deixar o filho assistir aos seus seriados. Tal carta abalou bastante o sensível Bolaños e o fez sumir com a personagem por mais de um ano. Tempos mais tarde, Pópis voltou ao seriado, mas já não era mais fanhosa.
No Brasil, no entanto, o processo foi justamente ao contrário: nos primeiros episódios dublados com a personagem, ela falava normalmente e depois, numa resolução da equipe de dublagem, para que a personagem se tornasse mais cômica, ficou fanha.

Mas o que significa o nome "Pópis"?

Há muitas explicações para o nome de Pópis. Alguns dizem que este é o verdadeiro nome dela, outros, que é apenas um apelido. Mas a versão mais aceita entre os fãs da série é a de que o seu nome seria Maria Papisa (nome muito comum no México) mas, por um erro de registro em cartório, acabou virando "Maria Popisa", daí originando o apelido Pópis.

Tal tia, tal sobrinha!

Assim como Dona Florinda, Pópis coleciona alguns bordões. Veja, abaixo, alguns dos mais famosos:


Dona Florinda:

"Professor Girafales... Que milagre o senhor por aqui!"
"Não gostaria de entrar e tomar uma chícara de café?"
"Mas é claro que não. Pode entrar!"
"Vamos, tesouro, e não se junte com essa gentalha!"
"E da próxima vez, vá dar beliscões na sua avó!"
"Isso é o que se tem de aguentar quando se é lá da alta!"
"Vamos! Continue... continue!"
"Frederico!"(Quando se irrita com o Quico)


Pópis:

"Ah! Conta tudo pra sua mãe..."
"Mas eu vou te acusar!"
"Gritou comigo?!"
"Vou contar tudo para a minha mãe!"
"Serafina! Toma, toma, toma!"


Nossas fontes de consulta:

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