E o grande sucesso de Carrossel não foi mérito exclusivo da talentosa e carismática Gabriela Rivero, a professorinha Helena. Muito do que nos atraía para o universo da trama eram os "espelhos" que nos eram oferecidos por cada uma das crianças que compunham o elenco mirim da trama, reproduzindo, com fidelidade, os mais diferentes perfis encontrados dentro de uma típica sala de aula.
Diferentemente do que vemos acontecer hoje em dia - quando, ao nosso ver, é bastante difícil encontrar um elenco infantil que corresponda às expectativas - as crianças de Carrossel davam muita verdade à interpretação e conseguiam nos convencer acerca de seus dramas e agruras, nos sensibilizando e mantendo magnetizados aos seus problemas e suas alegrias.
É em respeito a esse pequeno grande time de atores que o Alfarrábio apresenta agora, na sequência de nosso especial sobre Carrossel, um breve perfil de cada uma das personagens infantis da trama. Será que você se recorda de todos eles? Não? Então cá estamos para lhes oferecer aquela ajudinha com a memória!
Os inesquecíveis alunos da professora Helena
Muito bom e dedicado, ele é o garoto mais querido de toda a turma. Por ser muito amigo e inteligente, Daniel era considerado uma espécie de "líder" da classe, sempre se pronunciando a respeito dos acontecimentos e aconselhando os colegas sobre como administrar as mais diferentes situações. Se alguém precisasse de uma palavra amiga ou de um abraço sincero, lá estava Daniel, sempre pronto a ajudar.
Se alguém estivesse fazendo piadinhas ou perguntas do tipo “O que é o que é?”, em plena sala de aula, pode apostar que era a Valéria! Superalegre e inquieta, muitas vezes ela aprontava o maior reboliço na hora das lições. O que impostava mesmo era que ela era muito esperta e carinhosa, merecendo sempre as desculpas da professora.Valeria era apaixonadinha pelo garoto Davi.
Gordinho de coração enorme, quando não acertava um problema de matemática sempre dizia: “Mas que droga de cabeça!”. Jaime Palillo era valente, mas temia seu velho pai, o grosseirão Rafael Palillo, um mecânico de automóveis de bom coração, mas que sempre brigava com o garoto na época de assinar os boletins escolares. Numa ocasião, ao tirar nota baixa na escola, Jaime fugiu de casa e, pelos caminhos da vida, encontrou um mendigo que o ensinou a tocar gaita e até lhe deu uma de presente. Esse dom serviu mais tarde para que Jaime tocasse “La Bamba” com sua gaita numa festa da escola.
Aluna: Maria Joaquina (Ludwika Paleta)
Filha de um famoso médico, ela achava que era melhor do que os outros porque tinha a pele branca e era muito rica. Maria Joaquina não era de todo má, mas não conseguia perceber que as pessoas valem mais pelo seu bom coração do que pela cor da pele ou pela sua posição social. Seu pai, observando tais desvios na conduta da filha, conversava sempre com ela, procurando mostrar o quanto ela estava enganada ao agir e pensar daquela forma. Maria Joaquina notabilizou-se por suas agressões e grosserias constantes ao pobre Cirilo que, na trama, era um menino negro completamente apaixonado por ela.
Círilo era um garoto simpático e esforçado, embora meio tímido e atrapalhado. Por ser muito ingênuo, acreditava em tudo o que lhe diziam e caía nas mais inusitadas armadilhas e travessuras de seus colegas de sala. Seus pais tinham muito orgulho dele e o tratavam com bastante carinho.O Pai de Cirilo era marceneiro e, sempre que podia, o garoto o ajudava em sua oficina. Ele gostava muito da professora Helena e tinha uma paixão platônica pela arrogante Maria Joaquina. A garota, porém, o desprezava e, sempre que podia, o humilhava diante de seus companheiros. Maria Joaquina não gostava de Cirilo porque ele era negro.
Carmem era uma garota estudiosa, porém, às vezes, deixava seus problemas familiares atrapalharem os estudos. Seu pai e sua mãe estiveram separados durante algum tempo e isso a deixava muito triste e aborrecida, sendo sempre consolada por seus colegas de classe. Muitas foram as ocasiões, ao longo da trama, em que Carmem comoveu os telespectadores com sua conturbada história familiar. No final da novela, contudo, Carmem consegue, com a ajuda da sempre presente professora Helena, reconciliar os seus pais.
Com seu rosto angelical e cabelos loiros e cacheados, Joseph Birch viveu o estudante judeu Davi Rabinovich. O pequeno não perdia tempo com as mulheres, tendo como affair a levada Valéria. O clímax da atuação do jovem semita se deu quando se ofereceu para sacrificar seu amado animal de estimação, uma tartaruga, para fazer uma sopa capaz de curar o porteiro Firmino de uma doença. A ideia lhe ocorreu após uma aula na qual a professora Helena afirma que uma sopa de tartaruga poderia até ressuscitar os mortos. Não precisamos dizer que Firmino não aceitou a realização deste ato cheio de ternura.
Laura passava os dias pensando em comer e, quando não estava salivando por alguma guloseima, estava suspirando pelas coisas românticas da vida. Por seus hábitos alimentares nada saudáveis, Laura, assim como Jaime Palilo, era bastante gorduchinha. Sonhadora e romântica, Laura vivia curtindo todas as situações que aconteciam com a turma como se fossem contos de fadas. Sua frase preferida era: “Isso é tão romântico!”.
Gabriel Castañon entrou na novela bem depois de seu início, para viver o garoto Mario Ayala, que é filho de um homem que vive de viagens para ganhar duramente a vida e vivia também com a meia-irmã e a madrasta. Logo em seu primeiro dia de aula com a professora Helena, ele se comportou tão mal que fez a professora Helena e toda a turma chorarem. Ele já vinha de outra turma e o trocaram por problemas similares, sendo o próximo passo a expulsão. Mas com o passar do tempo, Mário foi se tornando mais comportado e amigo de todos. O menino tinha um cachorro, com o nome de Rabito – durante a sucessão de capítulos da novela o cachorro que representava Rabito foi trocado por outro bastante diferente –, mas o garoto foi obrigado a doar Rabito para uma garota de cadeira de rodas que, na verdade, era sua antiga dona. Mário ganhou dela um outro cão, um pastor alemão, ao qual também deu o nome de Rabito e se tornou o mascote da heróica "Patrulha Salvadora". Odiado por sua madrasta, a mulher chegava a esconder dele coisas de comer para dar somente à sua legítima filha. Em uma das viagens do pai do menino, a madrasta se uniu a seu cínico irmão para matar o coelho do garoto para cozinhá-lo, porém Mario chegou a tempo de salvá-lo. Esse fato causa a separação do casal, que reataram o casamento no final, após Natália – a madrasta – se arrepender, passando a viver em paz com o garoto, inclusive tratando-o como filho.
Alicia era uma garota estudiosa e companheira. Sempre que podia, ajudava os amigos e participa das confusões da garotada. Já Bibi, outra quase figurante, como Alícia, era descendente de americanos e, por isso, sempre mistura as palavras, soltando, vez ou outra, uma expressãozinha em inglês, seu idioma materno.
Paulo era irmão de Marcelina. Ele era muito hiperativo e travesso. Vivia armando confusões e pondo os amigos em situações difíceis só pra se divertir. Sua vítima preferida era o ingênuo Cirilo, que sempre acabava caindo nas suas travessuras. Ao longo da trama, Paulo pregou várias peças no pobre Cirilo, chegando a vender para ele uma poção para que pudesse ficar branco e, assim, conquistar o coração da orgulhosa Maria Joaquina.
Marcelina era irmã do travesso Paulo. Ela era muito tímida e ingênua. A garota sofria muito quando via o seu irmão ser castigado, pois ela sabia que atrás daquele menino bagunceiro existia um coração bom. Em contrapartida, Paulo se importava muito pouco com a irmã e não poupava nem mesmo ela de suas armações.
Adriano vivia aprontando brincadeiras pra cima de toda a turma, mas se alguém precisasse de ajuda, lá estava ele, sempre disposto a ajudar - para o bem e para o mal, diga-se de passagem. Desligado, garoto vivia no mundo da lua e, sempre que podia, tirava um cochilo. Adriano pertencia àquele grupo dos secundários entre as personagens infantis. Pouco sabemos sobre sua família e o garoto nunca protagonizou nenhum grande conflito ao longo da novela.
Invocado e sempre com uma faixinha de Karatê na cabeça, o pequeno Kokimoto Mishima foi vivido por Yoshiki Taquiguchi. O espevitado oriental não levava desaforo para casa, sendo um dos capangas guarda-costas do temível Paulo Guerra, sendo, mais tarde, substituído do cargo por Mário Ayala. Além de um bom menino, Kokimoto era o mais “saidinho” de seus colegas, tentando inclusive, na ocasião de férias de fim de ano, passada com toda a turma, por diversas vezes espiar as meninas trocando de roupa nas barracas.
Aluno: Jorge del Salto (Rafael Omar)
Jorge era um garoto metido e orgulhoso. Por ter uma condição de vida melhor que as dos demais alunos (excetuando-se Maria Joaquina, de quem logo se torna amigo) achava que não devia se misturar com os demais. O aluno entrou para a sala da Professora Helena no meio da novela. Assim que muda para o bairro perto da escola, o seu pai resolve matriculá-lo na Escola Mundial para ver se o garoto perde um pouco do orgulho, herdado da mãe. No inicio, o garoto foi ignorado pelos demais colegas e nem ligou. Mas a solidão apertou e, pela primeira vez, o menino chorou, nos braços do pai, implorando para tirá-lo da escola. A atitude de Jorge fez com que os colegas se aproximassem dele. Sempre que podia, por pura maldade, Jorge dava um jeito de prejudicar a um colega.E aí, gostaram de rever as carinhas que te mantiveram preso à história de Carrossel? Esperamos que tenha matado conosco a saudade dessas personagens tão queridas!
Gostaríamos também de saber suas lembranças sobre a novela e as suas expectativas acerca do remake que o SBT está preparando para o próximo ano.
Nos vemos em breve!


















2 comentários:
Ai que tudo de bom essa matéria!
Tô adorando recordar tudinho sobre esse grande clássico que foi CARROSSEL!
As meninas da redação estão a todo vapor procurando mais informações quentinhas para agitar ainda mais o Alfarrábio!
Beijos da
BLUMA.
Querida Bluma,
Fico feliz que você tenha gostado!
Preciso da ajuda de vocês para incrementar ainda mais a nossa comemoração.
Mandem-me logo suas contribuições!
Beijão!
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