terça-feira, 29 de março de 2011

ALFARRÁBIO LITERÁRIO: NANNDA


Retomando o nosso Alfarrábio, pessoas!
As meninas e eu estamos voltando a todo vapor a produzir matérias interessantíssimas para o nosso cantinho saudosista preferido na rede!
E eu volto com toda alegria do planeta para apresentar a vocês uma nova e já queridíssima seção: o ALFARRÁBIO LITERÁRIO! Sabe aqueles livros, aquelas histórias, aquelas personagens que te marcaram de forma muito especial a infância e a adolescência? Aqueles amigos imaginários que te levaram a sonhar e a voar por espaços muito especiais, dando asas a nossa imaginação e nos fazendo sonhar de olhos abertos?
Pois é! O objetivo desse nosso novo espaço é trazer à tona tudo isso, relembrando essas histórias, esses autores, compartilhando com nossos leitores nossas mais queridas recordações acerca disso tudo!
E para começar com o pé direito, escolhi uma amiga MUITO especial e querida; uma jovem que, como eu, abraçou com força a difícil tarefa de PROFESSORA e o faz, eu garanto, com toda verdade e dedicação que o mister exige. A Nannda (para mim, simplesmente "Fern"!) é dessas com "olhos encantados", que enxerga cor e encanto em todos os cantinhos mais cinzentos da vida! Dona de talentos múltiplos e de uma inteligência privilegiada, eu tenho a honra de contar com sua querida presença no meu seletíssimo grupo de amigos já há alguns anos. E foi a ela a quem concedi o privilégio de inaugurar o cantinho. E é com ela que eu os deixo agora, felicíssimo por compartilhar um pouco dessa minha amada amiga com todos vocês!

SENHORAS E SENHORES, O RELATO DE MINHA FADINHA NANNDA:

Nossa infância é marcada por muita coisa. Cheiros, sabores, imagens, lugares, pessoas... Mas existe algo que reúne todas essas coisas e nos insere em novos mundos, adicionando à nossa realidade novas experiências, novas nuances e inclusive, novos amigos – o livro.
São tantas as histórias que lemos que nem sequer lembramos mais da maioria. Mas foram vidas que acompanhamos durante certo tempo e que nos acompanharam também. Quem nunca viveu uma personagem? Se apaixonou? Ficou amigo íntimo?
Lembro-me dos livros que a professora pedia para que lêssemos. O primeiro que era pra prova, contava a história de uma borboletinha que nascera com um pedaço da asinha faltando e por isso, não voava, e era muito triste por isso, até que uma formiguinha decide tentar resolver o problema da borboletinha colocando no lugar várias coisas, até que depois de muuuuito procurar, encontram a flor de maio (nome do livro) que cede uma parte de si pra borboletinha, que pode agora voar, ainda que tortinha. Engraçado é lembrar-me da história até hoje! Mas quando algo é importante pra gente, a gente guarda, não é mesmo? E cá está minha cabeça cheia dessas historinhas!


Foram tantas! O caso da borboleta Atíria, Sozinha no Mundo, Um Leão em família, Um cadáver que ouve rádio, A ilha perdida, O outro lado da ilha, Menino de Asas, Os pequenos jangadeiros, Um rosto no computador e esses só da coleção Vagalume. Lembro da minha felicidade em participar de um encontro com o Marcos Rey e ter meu “Um rosto no computador” autografado. Foi uma das melhores coisas da minha vida!
De cabeça posso falar uma infinidade de nomes... Bruxinha Tatá... As invenções da bruxinha Tatá, O menino maluquinho, A bolsa amarela, O gênio do crime (muito boooom!!!), Ou isso ou aquilo, A droga da obediência, Guerra dentro da gente (quem não leu PRECISA ler!), ai ai... tantos livros legais... espero que um dia se tiver filhos, consiga passar para eles essa paixão pelos livros que me levaram um dia a cursar Letras.
Recordo-me também de outro livro que marcou minha vida – Amor inteiro para meio irmão- era a história de uma menina cujos pais eram separados e a nova esposa do pai estava grávida e ela teria um “meio irmão” cujo nome (apelido) era Dadá, o nome do pai (Dagoberto). Foi algo novo pra mim: separação, meio-irmão, nada do que me era familiar. Mas que foi importante, aprendi que as famílias às vezes eram assim e que o amor seria o mesmo dos pais, algum tempo depois, meus pais se separaram.


A coleção Para gostar de ler é outra que passou pelas minhas mãos. Li todos e mais de uma vez. Se tivesse continuado a ler como lia antigamente, hoje eu seria um ser humano beeeeeem melhor (risos). Essa coleção era marcada por assuntos ou temas o que ajudava bastante na hora de escolher o que ler. Assim como outra coleção chamada A palavra é... Que saudade dessa época!
Acredito que todos tenhamos nossa listinha de favoritos da infância, não? Então comente e vamos trocar ideias, devem ter vários nomes que eu esqueci e vou adorar recordar com você...
PS: Dan, meu querido, obrigada pelo exercício de recordação que me fez... foi muito bom voltar ao passado e encontrar tanta coisa boa!

Nannda

4 comentários:

MCI: disse...

Voluntários para as próximas edições, por favor!
Venham compartilhar conosco mais recordações incríveis de sua infância!
Aguardamos você!

Vanishing in the air disse...

Minha infância foi regada a Ou isto ou aquilo: peguei incontáveis vezes na biblioteca da cidade. Houve outros que marcaram minha infância, cujos nomes não me lembro. Lembro das histórias... e como era bom!

As Belezinhas do Alfarrábio disse...

Ai, meus sais!
Se é pra relembrar antigas leituras, olha que eu me empolgo e não paro nunca mais, hein?
Muito bom o novo quadro, chefinho!
Aqui no Q.G. já estamos pensando em outras participações pro novo espaço!
Beijocas das

Belezinhas.

TH disse...

Nossaaaaa

Flor de Maio!! Os olhos quase encheram de lágrimas agora. Adorava a camaradagem da cigarra, da formiga e do sapo com a pobre borboletinha...
No final ela consegue mesmo voar, ainda que "tortinha".

Esse livro é um dos meus preferidos infantis...e tem uma metáfora perfeita - aliás, a maioria desses paradidáticos possuem alguma conclusão/ lição de vida importante...

Bela estreia da seção! E parabens à Nanda por reavivar minhas memórias infantis!

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